O Japão e o karaoke

Quem nunca cantou em um karaoke, seja no palco, na salinha com os amigos ou naquele que fica em casa e os vizinhos adoram (ou não), que atire a primeira pedra. A palavra vem da junção de outras duas: kara, que significa vazio, e oke, de okesutura (vulgo orquestra), ou seja, seria cantar sem o acompanhamento dos músicos.

Os japoneses adoram cantar e o karaoke box, as salas de tamanhos variados com isolamento acústico, virou febre nacional no início da década de 80. Isso ajudou muito os mais tímidos que não precisavam cantar em frente a uma platéia desconhecida, mas sim se divertir entre amigos ou familiares.

Muitas evoluções aconteceram nos aparelhos, como mudança da tecnologia e a utilização de monitores de tv e controle remoto. A década seguinte marcou o grande boom e o karaoke começou a se espalhar pelo mundo. Outro fato importante foi a invenção do videoke, que levou a prática da cantoria amadora para dentro de casa. Hoje, é possível encontrar uma sala ou um palco com cantores amadores em praticamente todos os cantos do planeta. No Brasil, inclusive.

O negócio é tão sério que no Japão existe até um programa de tv de competição entre cantores amadores. O Nodojiman estreou nas telinhas em 1953 e até hoje conta com a participação de pessoas que amam a música e querem seus minutos de fama. Alguns brasileiros já participaram.

Já em terras tupiniquins algo bem parecido também existe, não na tv, mas nos palcos. Conhecidos como karaoke taikai, os campeonatos de canto da música japonesa são realizados praticamente todo final de semana em diversos locais do país. Uma vez por ano, um evento reúne os melhores cantores de cada categoria para uma competição nacional.

Seja no palco, em casa ou no karaoke box, no Brasil ou no Japão, o importante é soltar a voz e se divertir.

(Imagem: Karaoke at Shibuya | Crédito: DocChewbacca via Visual Hunt)