Shinkansen, o trem-bala do Japão

O Japão possui uma malha ferroviária que abrange praticamente todo o país. É possível sair de Tokyo e chegar à ilha de Hokkaido ou Kyushu em poucas horas, utilizando o shinkansen (trem-bala). Operados pela JR (Japan Railways Group), os trens viajam a uma velocidade aproximada de 300 km/h, podendo chegar a mais de 500 km/h nas linhas maglev, que utilizam a tecnologia de levitação magnética.

A Tokaido Shinkansen foi a primeira linha implantada, em 1964, e conecta Tokyo à Osaka, passando por cidades bastante conhecidas como Shizuoka, Hamamatsu, Nagoya e Kyoto. Em menos de 3 anos mais de 100 milhões de passageiros já haviam sido transportados. Com este sucesso, outras linhas começaram a ser planejadas e a Sanyo Line foi a segunda a ser inaugurada, em 1975, ligando Osaka à Fukuoka.

Entre as principais vantagens, a velocidade obviamente se destaca. Uma viagem do centro de Tokyo à Osaka, por exemplo, leva 2h30. O mesmo trajeto em trens convencionais duraria cerca de 9 horas. Em avião, considerando o deslocamento até o aeroporto e o tempo de espera do vôo, são aproximadamente 3h30.

Outros pontos que não podem deixar de ser mencionado são a pontualidade e segurança. Quando ocorrem, os atrasos não devem passar de 10 segundos e nunca foram registrados acidentes graves com mortes. Podemos ainda citar a limpeza e o conforto proporcionados pelos trens. Esses fatores explicam a popularidade e eficiência do shinkansen.

Em cada linha circulam diferentes trens (expresso, semi-expresso e local). A diferença é o número de paradas que cada um faz durante o trajeto, o que impacta diretamente o tempo total da viagem. Os vagões geralmente se dividem em duas categorias: ordinary, a mais simples, mas ainda assim bastante confortável, e green car, mais espaçosa e comparada a classe business de um avião.

Quem utiliza o JR Pass pode viajar em praticamente todos os shinkansens. As únicas exceções são os expressos das duas principais linhas: shinkansen Nozomi, da Tokaido Line (Tokyo – Osaka) e shinkansen Mizuho, da Sanyo Line (Osaka – Fukuoka). O JR Pass é aceito nos outros trens que fazem o mesmo trajeto, porém com maior número de paradas. Detentores do passe podem ainda marcar seus assentos sem a cobrança de taxas.

(Imagem: JR Central N700 | Crédito: hans-johnson via Visual hunt)